segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Países que mais emitem carbono apresentam metas de redução até 2030

Os compromissos visam reduzir em até 40% as suas emissões até 2030
A seis semanas da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (COP21), marcada para dezembro em Paris, 149 países já anunciaram suas metas para a redução de gases de efeito estufa entre 2025 e 2030, mas várias organizações dizem que são insuficientes. O objetivo é não deixar que a temperatura média do planeta aumente mais do que 2 graus Celsius até 2100.

Entre o conjunto de países que representam 90% das atuais emissões de gases de efeito estufa (GEE), a China é o principal emissor mundial, com um quarto (25%) do total. Pela primeira vez, o governo chinês comprometeu-se a um limite de emissões de GEE até 2030.

A União Europeia pretende reduzir em pelo menos 40% até 2030 as suas emissões (tendo como base no ano de 1990) e obter um equilíbrio zero de carbono até 2100 (ou seja, compensar totalmente as emissões de carbono). Terceiro maior emissor mundial, com 10% do CO2 de todo o mundo, a UE "poderia melhorar a sua contribuição", ressalta a Fundação Hulot, que destaca "uma dinâmica positiva".

Já o Climate Action Tracker, que agrupa vários centros de investigação, ressalta que a UE está tendo um grau de envolvimento "médio". A Índia, o quarto maior emissor de GEE, promete reduzir a sua "intensidade de carbono" em 35% até 2030 (em relação a 2005), mas sem fixar um objetivo de redução global de emissões. A Índia conta obter 40% da sua eletricidade de fontes renováveis até 2030, mas admite a sua dependência ao carvão (cuja produção vai duplicar até 2020).

O quinto emissor mundial, a Rússia, quer cortar entre 25% e 30% entre 1990 e 2030. O Climate Action Tracker sublinha, ainda assim, que retirando o efeito positivo gerado pelas florestas russas, a redução dos GEE industriais prevista não passa de 6% a 11%, taxando o esforço russo como "insuficiente".

O Japão pretende reduzir os GEE em 26% entre 2013 e 2030, contando com a volta do uso da energia nuclear, parada desde a catástrofe de Fukushima (acidente nuclear na Usina de Fukushima, no Japão, em 2011). As organizações não governamentais (ONGs) consideram "insuficiente" a proposta do Japão, um dos grandes consumidores de carvão no mundo.

O Brasil anunciou que quer reduzir as emissões em 43% até 2030 (base 2005), apostando nas energias renováveis. O plano foi bem acolhido, mas com críticas das ONGs quanto ao "esforço insuficiente" contra o desmatamento.

A maior parte dos países produtores de petróleo ainda não entregou o plano à Organização das Nações Unidas (ONU), entre os quais Arábia Saudita, Irã, Omã, Catar, Kuwait, Nigéria e Venezuela.



Por Agência Lusa Fonte: Agência Brasil

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