quinta-feira, 16 de abril de 2015

Estudo atesta: investimentos em energia limpa podem criar até dez vezes mais empregos que usinas de fontes fósseis




De acordo com um levantamento realizado no fim de 2014 pela UK Energy Research Centre, os projetos de energia limpa criam até dez vezes mais postos de trabalho que empreendimentos movidos a combustíveis fósseis de igual tamanho.

Os pesquisadores analisaram mais de 50 estudos desenvolvidos desde 2000, que levaram em conta o investimento em energia limpa e a criação de empregos nos Estados Unidos, Europa e na China. A conclusão foi de que, em média, as térmicas fósseis criam entre 0,1 e 0,2 empregos por gigawatt-hora (GWh) gerado. 

Como comparação, as energias limpas podem criar entre 0,2 e 1,1 empregos por GWh gerado. A média mostra que as fontes renováveis criam o dobro de postos: 0,5/GWh contra 0,25/GWh das fósseis.

Ainda segundo o estudo da UK Energy Research Centre, cada 1 milhão de euros investidos em energia limpa gera pelo menos 10 novos empregos.

Apesar de todo esse panorama positivo e que impulsiona o desenvolvimento dessas fontes renováveis, no Brasil há alguns aspectos que necessitam de melhora. As usinas eólicas, por exemplo, vêm crescendo em especial no último ano. 

Mas isso não se estende a todas as fontes. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) é um caso claro disso, com a criação de medidas que se tornam empecilhos para a expansão dos empreendimentos – basta notar que existem 9,4 mil MW em projetos para serem construídos, sendo que 7,2 mil MW estão parados à espera de análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Todo esse montante de energia desperdiçada há anos evita que o país possa gerar tantos empregos como evidenciado pelo estudo da UK Energy Research Centre. Entre empregos diretos e indiretos e ainda com relação ao efeito-renda, cada megawatt instalado de PCH gera 250 novos empregos.

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