sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Diminuindo a pegada ecológica: como reciclar celulares, fraldas e bituca de cigarro




Quando se fala em reciclagem no Brasil, muita gente se restringe ao processo feito em materiais já conhecidos, como papéis, vidros, plásticos e metais leves. Limpos e em boas condições, estes itens são fáceis de serem reaproveitados, afinal, há um programa – engatinhando – de coleta seletiva na maioria das grandes cidades do país.

Mas o que fazer com materiais sem a mínima chance de reuso, como fraldas usadas, bitucas de cigarros e eletrônicos quebrados? Em um primeiro momento, a alternativa mais comum seria o descarte imediato, por causa do mau cheiro e das toxinas que se podem se acumular.

Porém, nos últimos tempos, algumas alternativas têm mudado este cenário, que em breve poderá ajudar a desafogar os lixões e aterros brasileiros.

Bitucas de cigarro



Embora faça mal a saúde, você não precisará parar de fumar para diminuir o impacto das guimbas no ambiente. Embora sejam pequenas, aos poucos elas podem entupir bueiros, causar enchentes e infectar o solo, quando são jogadas nas ruas.

Mas, ao que tudo indica, as bitucas estão com os seus dias contados. Lançada em 2012, uma nova iniciativa da ONG TerraCycle transformará o material em pallets de plástico, que serão usados para fazer produtos industriais.

Lançado primeiramente no Canadá, em maio, o programa já alcançou os Estados Unidos e a Espanha. Contando com a ajuda de mais de 40 milhões de colaboradores no mundo todo, a ação já conseguiu gerar mais de 2,5 mil peças feitas de resíduos e arrecadou mais de US$ 6 milhões, que foram doados para escolas e instituições de caridade.


Eletrônicos (celulares)




Dentre os eletrônicos, o que menos se aproveita nesse processo é o telefone celular. Com mais de 200 milhões de unidades espalhadas pelo território nacional, o aparelho tem um ciclo de troca de mais ou menos sete anos. E o impacto deste processo é gigantesco.

A quantidade de toxinas que o aparelho libera no ambiente é incalculável para o solo, na água e, consequentemente, na vida animal próxima. Para se ter uma ideia, dos 118 elementos químicos presentes na tabela periódica, o celular contém 43 deles, como o mercúrio, o cádmio e o chumbo.

Neste caso, a opção mais fácil e rápida é entrar em contato com a própria fabricante ou empresa telefônica e descarta-los em seus próprios postos autorizados. Empresas como A Claro, a Oi, a Tim e a Vivo tem seus próprios serviços de reciclagem. Entre os desenvolvedores, a Apple,  a Samsung e a Sony são algumas das empresas que também mantém ações para reaver seus aparelhos.

Fraldas



Sabe por quanto tempo a maioria das fraldas descartáveis permanecem no ambiente? “Somente” 600 anos. E tudo isso por um pouquinho de cocô.

Para salvar o ambiente para seus filhos – ou tataranetos – há dois caminhos possíveis no descarte destes produtos. O primeiro é retorno às velhas fraldas de pano. Além de mais econômicas que os modelos descartáveis, elas não transmitem substâncias químicas para a pele do bebê, que podem prejudicar a sua saúde.

E além de serem reaproveitáveis, as modernas não precisam nem de alfinetes.

O outro caminho é apostar nos novos modelos biodegradáveis, feitas a partir de materiais de origem vegetal e renovável, conhecidos como bioplásticos. A grande mudança é que o seu tempo de decomposição total é de até cinco anos.

No mercado, há também absorventes que prometem se degradar em 45 dias, transformando-se em adubo para o solo.

Aqui, há um único cuidado que vale a pena ser avaliado, que é a escolha da fralda. Alguns tipos, feitos de materiais oxi-degradáveis, continuam a ser danosos de maneira semelhante aos tradicionais.






Fotos: Capa gosheshe (flickr / Creative Commons) 1 - TerraCycle (divulgação) / 2 e 3 Lori Ann e Phil Roeder (flickr / Creative commons)


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