quinta-feira, 12 de maio de 2011

Qual o papel das empresas e colaboradores diante do aquecimento global?

Estava dando uma olhada na internet e achei este artigo interessantíssimo. Logicamente, como sempre fazemos, vou dar o devido crédito ao Incorporativa, fonte na qual eu consegui o artigo. Creio que o tema possa ajudar a todos nós, leitores e colaboradores do Verde em Pauta.



Aquecimento global: O papel das empresas e sues colaboradores diante do problema


Wilson Wanderlei Vieira *

O debate sobre a questão das mudanças climáticas vem ganhando força nos diversos setores da sociedade brasileira, uma vez que não restam mais dúvidas de que o problema é consequência direta da ação do ser humano. Apesar das frequentes discussões sobre a urgência de combate ao aquecimento global, ainda é crônica a falta de oportunidades para que o assunto seja acompanhado e compreendido. Pode-se afirmar que a maior parte do trabalho de mobilização e conscientização social no Brasil, e em outros países, independentemente de serem desenvolvidos ou não, ainda não foi realizada e o pior: os governos, as empresas e a população, de modo geral, não estão envolvidos diretamente com o tema.

Embora muitos avanços tenham sido verificados, a falta de ação e informação para reverter esse quadro e salvar o planeta permanece nítida. Com o propósito de superar e reverter este cenário, é que a Federação Nacional dos Técnicos Industriais (Fentec) e o Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Estado de São Paulo (Sintec-SP) promoverão, entre os dias 19 e 21 de maio, em São Paulo, o Congresso Internacional “O Movimento Sindical e as Mudanças Climáticas”.

O evento é gratuito e tem como foco sugerir aos participantes maneiras de prevenir ou amenizar os danos ao meio ambiente. Com a realização de palestras e mesas redondas, o público saberá de que forma os técnicos industriais podem colaborar para diminuir o aquecimento global. Para vencer o efeito estufa e reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera, temos de fazer esforços de enormes proporções, semelhantes ao que ocorreu em apenas um evento em toda história da humanidade: a revolução industrial. Precisamos, e rápido, investir em veículos mais eficientes e menos poluentes, sistemas inteligente de ar condicionado e controle de temperatura mais eficaz em construções, entre outras ações.

Todos os setores do País devem estar envolvidos nesse processo, principalmente os trabalhadores brasileiros. E é por esse motivo que os Sindicatos têm tudo a ver com esse problema, já que seus representantes conhecems muito bem as empresas. Além disso, eles possuem contato direto com seus colaboradores. Nossa missão é orientar para que tanto as instituições quanto seus funcionários cumpram normas e cláusulas ambientais.

Temos de trabalhar com afinco para que toda a sociedade, cada vez mais consciente e atuante, que exige transparência e legitimidade, preste contas sobre suas ações e incorpore o processo de sustentabilidade nas tomadas de decisões. Essas ações devem estar inseridas em um conjunto de práticas que devem fazer parte de uma estratégia totalmente voltada à busca do equilíbrio ambiental. Este, automaticamente, implica em equilíbrio econômico e social. As empresas precisam parar de pensar em marketing sobre aquecimento global. É necessário fazer um esforço real, provocando impacto significativo. Moral da história: não será fácil desatar esse nó, mas temos de tentar e, qu ando pensarmos no Planeta Terra, precisamos ter em mente um uma velha canção de povos nativos dos Estados Unidos, a qual se tornou um grande ditado popular: "não herdamos a Terra de nossos pais, mas a pegamos emprestada de nossos filhos".

* Wilson Wanderlei Vieira é presidente da Federação Nacional dos Técnicos Industriais (Fentec), do Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Estado de São Paulo (Sintec-SP) e vice-presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).

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